Barcelona - LUIZ MURÁ ENCONTRA O MUNDO

Livia Lucas (Barcelona) - 10 de julho 2014
Faz mais ou menos um ano, num ensaio em minha casa, falando de estilos de música e sobre nossas definições como artistas, lhe digo a Luiz Murá:
-"Não gosto de gente que toca “de tudo". E ele me responde:
-“Acho que eu sou esse tipo que toca de tudo”

 Na minha cara não cabia tanto constrangimento. E eu nunca imaginei que justo o Luiz, dono de uma música cheia de autenticidade coubesse no meu curto conceito “toco de tudo”.

E um ano mais tarde, vendo-o tocar em seu novo show Miramundo Encuentros, pude compreender finalmente o que ele quis me dizer naquele ensaio informal na cozinha da minha casa.

 E mais... Me atrevo a definir Luiz Murá como água. Pois se adapta, adota diversas formas e estados, porém jamais deixa de ser água. Um artista multifacetado, de personalidade marcante, com a tremenda capacidade de adaptação e transformação dos elementos e informações que recebe. E quando convida um músico em seu show, faz questão de aprender o máximo sobre a música e sobre o país do artista, e depois consegue “muralizá-la”.

Foi diante dessa “muralização” musical que meu queixo caiu. Caiu e ali ficou durante muito tempo, durante toda a apresentação de Miramundo na sala Fénix, onde Murá recebe a cada duas semanas um artista de um país diferente, e veste sua música do som de seus convidados.

 Antropófago por natureza, cancioneiro poliglota, ao lado do convidado da noite, o violonista e cantor turco Umut Dorudemir (também cidadão do mundo e poliglota musical),

Luiz cantou em turco, sérvio, em espanhol, em português, e inglês, além de tocar violão e bandolim, e fazê-lo soar como um instrumento árabe.

Mistura Brasil com o que quer que seja, sem perder a identidade. É versátil para compor e para tocar, e extremamente rápido para aprender idiomas e canções.

 Acompanhado do violinista Italiano Agostino Aragno, do contrabaixista argentino Guillermo Mazzucca, do percussionista equatoriano Fidel Minda das cantoras catalanas Marina Curvelo e Desirée Garcia, transformou o pequeno teatro do bairro do Raval em uma festa multicultural, sem passaportes nem fronteiras, numa deliciosa atmosfera musical, adornada por Lucas Dias (Brasil) e Igor Garik (Russia). E até o arco do violino de Agortino se descabelou, tamanha emoção e veemência do violinista apaixonado.

 

O encontro de Luiz Murá com Umut Dorudemir, foi um desses eventos que nos instiga a viajar mundo a fora, a mergulhar nesse mosaico de culturas fascinante, e se deixar invadir pela onda de experiências sensoriais, da música feita com paixão pelos quatro cantos do mundo. Pois o palco da Sala Fênix naquela terça-feira corriqueira nos trouxe um pedacinho de cada continente, e fez de nossas sensações uma colcha de retalhos.

 

Agora sim eu posso entender o que quer dizer “tocar de tudo” para Luiz Murá.




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