Rio de Janeiro, - 

Hora de enfrentar a covardia Brasil!

Luis Fabiano Soares - 19 de outubro de 2013.
É grande o temor da medrosa elite financeira e liberais médios no Brasil.Interessantes manifestações e movimentos de classe sacodem o Brasil. As perspectivas de manifestações populares de massa aqui no Brasil e no Rio de Janeiro prometem.
Ano que vem, com eleições gerais em todo pais, parece que finalmente os brasileiros estão com coragem de ir às ruas protestar. Parece agora que as categorias vão as ruas cada uma a seu tempo e demanda.
Professores, petroleiros, bancários têm se manifestado e ido às ruas recentemente. As greves se politizaram ainda mais.
De tempos em tempos surgem novas manifestações, com público pequeno relativamente, ondas de protestos setorizados avançam por todo o país principalmente nos grandes centros.
O governo vêm dialogando com a sociedade e mostrando sensibilidade ao tratar alguns pontos.
Recentemente, o Programa Mais Médicos, que traz médicos estrangeiros para atuar nas áreas carentes de assistência no país, principalmente nas periferias. Pequenas cidades do Norte e Nordeste começaram a receber médicos principalmente cubanos, alguns bolivianos, peruanos, argentinos entre outros. Muitos médicos com boa capacitação e boa intenção de contribuir e estudar um Brasil mais interiorano, rural, indígena, sertanejo e distante do foco da mídia e das decisões.

A reação da elite da classe média brasileira atual, a classe médica, através de seus conselhos e associações de classe, tentando barrar, descaracterizar, mascarar, reflete atualmente o que há de mais covarde, conservador, retrógrado e quase feudal dentro da dinâmica da luta de classes à brasileira.

Como exemplos de atitudes de chicana e boicote, a classe médica, tentando burlar, chantagear o processo de seleção dos colegas estrangeiros, muitos jovens inocentes e capitalistas doutores fizeram inscrições falsas nos sites de cadastro e recrutamento.
Em redes sociais, 'médicos' divulgando e se gabando de terem contribuído para burlar o alistamento voluntário do programa.
Em outras manifestações, médicos cubanos foram vaiados ao chegarem ao Brasil.
Os médicos, com toda razão, reclamam da falta de um real plano de carreiras para a categoria. Já que os médicos do programa 'Mais Médicos'  ganham rendimentos que não são atrelados a uma carreira de estado, Os médicos recebem um bom salário, 10 mil reais por mês, porém sem garantias trabalhistas. Não há carteira assinada, plano de previdência e aposentadorias, estabilidade no emprego, plano de promoções, plano de saúde, etc.
Bem, mas aqui os professores andam muito longe desses salários e também tem condições péssimas de trabalho nas escolas públicas. E estão igualmente longe de todos esses benefícios. Por que só para os médicos?
Alegam os conselheiros regionais e federal de medicina, que a carreira do advogado no Brasil já foi desinteressante no passado, e passou a ser valorizada a partir do momento em que se criaram os planos de carreira do judiciário brasileiro. Uma carreira das mais cobiçadas pela classe média brasileira, trabalhar no judiciário no Brasil significa altos salários, curta jornada de trabalho, pouca exigência de produtividade, progressões rápidas e contínuas, longas férias e licenças remuneradas, transferências fáceis de localidade, benefícios fartos e variados até verbas como o auxilio paletó, por exemplo, dinheiro extra para manter o guarda roupa e o figurino engravatado. Aqui, para os humildes e desprestigiados professores brasileiros,então, esse mundo de benesses do judiciário brasileiro é sonho, literalmente e tristemente confessando.
Os médicos reclamam também, reivindicação justa e genuína, da falta de melhoria da infra estrutura, capacitação e incentivo às carreiras auxiliares e técnicas em enfermagem, e a melhor distribuição dos recursos públicos na saúde, criação de mais hospitais (e menos campos de futebol), etc.
Importante citar que muitos dos atuais gestores das políticas públicas do Brasil já foram, em um passado recente, gestores de planos de saúde privados. Ou seja, quem controla, ou controlou a saúde no Brasil foram grupos privados viciados dentro do governo e cheios de interesses.
Tem ainda a questão do exame de revalidação dos diplomas dos doutores estrangeiros não estar sendo devidamente exigido pelas autoridades em saúde do governo, outra reclamação pertinente que precisa ser melhor resolvida pelas autoridades. Outra singela sugestão de que o programa deve ser melhor analisado é a sanha atual da oposição em criticar o programa e em apontar os seus defeitos. Os partidos conservadores de direita, todos são contra o programa de mais médicos para a população de baixa renda.  Deputados conservadores de oposição ao governo tentam a todo discurso difamar o programa.
Ainda que incompleto, ou mesmo cheio de defeitos, como dizem os mais críticos, a iniciativa de trazer médicos não deixa de ser positiva e é uma justa tentativa de se começar a recuperar um sistema de saúde que se propõe único, desde a criação do SUS - Sistema Único de Saúde, na Constituição de 1988, e até agora é único apenas em sua injusta distribuição de assistência.
O cheiro que fica no ar é daquele corporativismo torpe, vazio, aonde todos querem ser os privilegiados, parece que a classe média ou médica não quer fazer a sua parte na reconstrução de um Brasil melhor. Num país onde a democracia é só juvenil, a classe média é selvagem e covarde, não quer e tem medo de ir a luta. Não querem disputar de igual para igual. Para os médios, oportunidade para todos só se for no quintal dos outros.
A população parece que apóia a iniciativa, a popularidade da presidente aumentou depois do inicio do programa, ainda que a saúde pública no país ainda seja lastimável.
Quando a população puder experimentar o atendimento dos médicos cubanos e sua humildade eexperiência em trabalhar em condições adversas, a popularidade do programa e do governo deverá aumentar ainda mais.


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