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Venice - cine Mostra Internacional de Veneza 2014: “Filme do diretor Iñàrritu abre com aplausos, risos e emoção”Lica cecato - agosto 29 - 2014 Nossa correspondente Lica Cecato retrata a irreverência do mexicano Alejandro González Iñàrritu no seu filme “Birdman”
Um monólogo reflexivo, ou melhor um diálogo intenso entre o ator e o seu subconsciente, representado por um pássaro-homem, negro e herói. O filme abrange o homem e o ator, sua vida, percurso e morte e foi elaborado e pensado muito antes do provável suicídio de Robbin Williams, há pouco mais de duas semanas atrás. Talvez essa coincidência tenha deixado todos muito perplexos. Selecionado para ser o filme de abertura na manhã de 27 de agosto de 2014, da 71 Mostra Internazionale d’Arte Cinematografica de Veneza, Birdman ou A Virtude Inesperada da Ignorância, dirigido por Alejandro González Iñárritu, distribuído por Fox Searchlight, foi sem dúvida uma ótima escolha. Aplausos, risos e emoção na Sala Darsena, renovada para o evento, abriram a manhã como sons de trompas, mas eram tambores. Comédia de humor negro, irônica, a história de um ator (Michael Keaton), famoso por ter interpretado um super-herói, esquecido pelo público e um pouco enlouquecido pelo efeito que a fama teve na sua vida, sonha em voltar a ser reconhecido. Dessa vez como bom ator, não somente como o astro alado que foi, ele tenta montar uma peça no clássico teatro St. James da Broadway. A peça que se chama “What we talk about, when we talk about love” (Falamos sobre o que, quando falamos de amor) de Raymond Carver, é utilizada como uma almofada cheia de alfinetes que praticamente nos alfineta à todos, dentro e fora da tela. Consegue nos emaranhar como um novelo, colocando em jogo conflitos muito atuais, como por exemplo a diferença entre a vida real e a existência virtual de twitters, youtube, facebook e outras mídias. O homem sozinho no seu nicho, no seu lixo, imaginando ser DEUS. A primeira cena do filme é de Michael Keaton levitando num quartinho que me fez lembrar a miséria cinza do filme “Brazil” de Terry Gilliam. O ritmo e a escolha da música são geniais, existe um contínuo pulsar que acompanha o coração das cenas, criados pelo baterista e compositor mexicano Antonio Sanchez. A adrenalina dos bastidores de um teatro ou da filmagem à nível profissional, com o efeito visual, e os defeitos humanos que transparecem, formam um estranho casamento pop, uma moldura atual e perfeita para o retrato do individualismo exacerbado que vivemos. Nota-se inúmeras vezes no filme um grande amor por NY e o cenário natural que a cidade oferece. BIRDMAN, o pássaro negro que também é uma espécie de dupla-vida, de grilo-falante, de um cri-cri exuberante, surrealista, quase um quadro de Max Ernst, é um tipo endiabrado que incita guerra, traduzida na sua linguagem, em filmes que estouram bilheterias por seus efeitos especiais, seus heróis e seus monstros. Trama embaralhada entre inside e outside, entre personagem e persona, lembra a consciência de estar atuando, como no teatro de Brecht. Nos envolvemos, somos cúmplices do Birdman, porque nós o criamos como expectadores e o amamos. Super heróis nem envelhecem nem podem perder seu charme. A película de Iñarritu não deixa dúvidas no seu final, onde é intrínseca a mensagem: THE SHOW MUST GO ON mesmo que para isso seja necessário um suicídio planejado. Um elenco de STARS como Emma Stone, Naomi Watts, Zach Galifianakis, Edward Norton e Andrea Riseborough. A escolha do ex-"Batman" Michael Keaton, lutando para recuperar a auto-estima e também da namorada do homem-aranha, dá um sabor pop e divertido ao filme. O filme é um dos 20 concorrentes para o Leão de Ouro no festival que vai até 06 de setembro. Lica Cecato |
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