18-12-2011 17:49:29

Vanguarda do cinema documentário : ‘As canções’ de Eduardo Coutinho. Brasil 2011.

Depois de ganhar o prêmio de melhor documentário do júri oficial e popular do Festival Internacional do Rio, em outubro 2011, o mais recente documentário do ‘mestre’ da entrevista Eduardo Coutinho, está em cartaz no Rio de Janeiro em 3 ou 4 salas.

Por Luis Fabiano Soares (Rio de Janeiro)

Depois de ganhar o prêmio de melhor documentário do júri oficial e popular do Festival Internacional do Rio, em outubro 2011, o mais recente documentário do ‘mestre’ da entrevista Eduardo Coutinho, está em cartaz no Rio de Janeiro em 3 ou 4 salas. A lenda consagrada, vanguarda do cinema documentário está de volta, cheio de histórias para contar.

Com um palco preto de fundo, iluminação e som precisos, longos plano-sequência trazem ao expectador a conversa sincera de gente simples com a câmera-entrevistadora, confessora, cúmplice do entrevistrado. Humildes seres humanos, desconhecidos brasileiros de pura musicalidade e afinação, pérolas garimpadas de intérpretes, depoentes ou entrevistados? Brasileiros da mais variada classe social, cultural, sentimental e até religiosa dão seus relatos a uma câmera fixa em seus olhos. O que rodeia e permeiam as canções da vida de cada um. O que aquela música escolhida traz de emoção para cada pessoa-personagem deste novo doc de Coutinho.

Com Coutinho não importam as canções contadas e cantadas pelos populares, ilustres desconhecidos com assuntos românticos, com boa memória e afinação. Importa sim o que a canção tem para contar, a emoção que traz cada canção na mente de cada entrevistado. Como sempre, Coutinho sabe ouvir e extrair o néctar de cada depoimento. Faz-nos pensar em quão elaborado é o seu bem filtrado processo de seleção, de montagem de seus filmes.

Experimentações com o formato do documentário, há muito tempo uma preocupação constante da obra atual de Eduardo Coutinho. Com mais de 50 anos de carreira e literalmente muita estrada percorrida, o diretor de ‘Cabra Marcado Para Morrer’, ‘Edificio Master’ e ‘Jogo de Cena’ mostra que está muito vivo, atento ao mundo que o cerca, mostrando maturidade e fazendo o seu cinema universal.

Sempre procurando repensar a forma, a estética da entrevista. Como colher o depoimento mais visceral, mais próximo da espontaneidade diante de uma câmera declaradamente ligada. O diretor toma partido durante os depoimentos? Faz algum juízo de valor sobre os seus entrevistados? Não. Penso que o respeito que o diretor dedica a cada ser humano que lhe abre o coração e grava um depoimento é o moto continuo de seu cinema ‘verdade’.



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