08-06-2011 20:11:41

22 cidades do Brasil com cinema da França

Segunda edição do festival Varilux acontece em 22 cidades do Brasil trazendo as luzes da França.

Por Leonardo Martes – Juiz de Fora/MG – Brasil


As delegações francesas, que vem prestigiar o Festival Varilux, começaram a chegar ao Brasil no dia 06 de junho. Na primeira leva, quem desembarcou foi Catherine Deneuve. Outros grupos vão chegar a partir de amanhã, 07 de junho. Junto com a mítica Deneuve, participam do evento Audrey Tautou e Sandrine Bonnaire (que será homenageada com uma retrospectiva).

O Festival começa dia 08 de junho em 22 cidades brasileiras. O circuito francês de cinema inicia por São Paulo (08/06) e no Rio de Janeiro (09/06) e contam com a presença dos artistas. No sábado, dia 11 de junho, acontecerá no Rio uma projeção ao ar livre no Forte do Leme, do cultuado “Orfeu Negro” uma adaptação de Marcel Camus da peça “Orfeu da Conceição” de Vinícius de Morais. Esta peça, em 1959, ganhou a Palma de Ouro.

 Diva Deneuve

Catherine Deneuve é protagonista do filme de abertura – “Potiche”, de François Ozon, cujo título ganhou um acréscimo: “Potiche – esposa troféu”. A estréia nos cinemas será dia 24 de junho. Sandrine Bonnaire, além da retrospectiva, também participa do lançamento de “Xeque-mate”, de Caroline Bottaro. Já a eterna Amélie Poulain (Audrey Tautou), promove “Uma doce mentira”, de Pierre Salvadori.

Programação :

Dez filmes estão incluídos na programação de estréia, além dos títulos da retrospectiva e as exibições especiais. A atriz Yahima Torrès, de “Vênus negra” e o diretor de “Um gato em Paris”, o renomado Alain Gagnol, estarão marcando presença no festival.


Parcerias


A Unifrance, em parcerias com diversas empresas nacionais, realiza essa integração da cultura francesa com a cultura brasileira. Régine Hatchondo, presidente da associação que promove o cinema francês, participa de encontros para debater coproduções. Para conhecer a programação em todas as cidades, entre no site www.festivalcinefrances.com.

“Potiche” é exibido em Juiz de Fora

O filme está previsto para ser lançado no país dia 24 de junho, mas sua pré-estréia está garantida na cidade nesta sexta, dia 10 de junho, no Espaço Alameda de Cinema. Na quinta, a exibição será apenas para convidados. Segundo informações da Aliança Francesa local, corresponsável pela vinda da mostra, a partir de sexta estarão escaladas quatro sessões diárias do evento, e serão exibidas ainda nove produções: “Copacabana”, “Lobo”, “O pai dos meus filhos”, “Os nomes do amor”, “Simon Werner desapareceu...”, “Uma doce mentira” “Um gato em paris” “Vênus Negra” e “Xeque-mate”. Informações repassadas pelos organizadores, nenhuma das atrizes que estão no Brasil vem a Juiz de Fora.

O produtor de criação do festival, Christian Boudier, justifica a vinda da mostra para a cidade em função da receptividade dos mineiros à cultura francesa e ao cinema independente. “O Adhemar Rezende (diretor do Grupo Unibanco Arteplex, que gerencia o Alameda, foi nosso parceiro em 2010 e indicou o espaço de Juiz de Fora para sediar a mostra” completa Boudier.

Dias e horários dos filmes no Espaço Alameda de Cinema – Juiz de Fora/MG

1. “Um gato em Paris” dias 11, 12 e 15, às 14h.

2. “Vênus Negra” dias 12, às 17h15, 14, às 20h15 e 15, às 17h30.

3. “Simon Werner desapareceu” dias 12, às 15h20, e 16, às 14h.

4. “Potiche” dias 10, às 18h10, 11, às 19h40, e 16, às 18h.

5. “Copacabana” dias 11, às 17h30, 13, às 16h10, 14, às 14h, e 16, às 20h05.

6. “Xeque-mate” dias 13, às 20h25, e 14, às 16h10.

7. “Lobo” dias 10, às 14h, e 15, às 20h35.

8. “O pai dos meus filhos” dias 11, às 15h20, 13, às 14h e 15, às 15h20.

9. “Uma doce mentira” dias 10, às 20h15, 13, às 18h20, e 16, às 15h55.

10. “Os nomes do amor” dias 10, às 16h05, 12, às 20h20, e 14, às 18h10.


O Espaço Alameda fica à Rua Morais e Castro, 300 – Alto dos Passos.


ENTREVISTA com François Ozon


Confira agora a entrevista feita pelo repórter Luiz Carlos Merten, da Agência Estado, que foi publicada no Caderno Dois do Jornal Tribuna de Minas, edição de 07 de junho, com o cineasta François Ozon, o diretor que conseguiu unir Deneuve e Depardieu.


Agência Estado – Em pouco mais de seis meses, o público está assistindo a três de seus filmes – “O refúgio”, “Ricky” e “Potiche”. De onde vem essa sua disposição para fazer filmes um atrás do outro?

François Ozon – Sei de diretores que demoram anos para desenvolver um projeto. Eu aproveito a conjunção favorável. Quero fazer um filme, os produtores interessam, vamos lá. O sucesso tem me ajudado, embora existam fracassos que me parecem inexplicáveis. Achei que “Ricky” iria estourar, o público francês nem quis saber. Em “Potiche”, o público correspondeu, os produtores ficaram felizes, isso me dá cacife. O importante é que gosto de escrever roteiros, filmar... Os lançamentos é que, muitas vezes, cansam. Gosto menos de ficar dando entrevistas (risos). Coletivas, só em último caso. São dispersivas e superficiais.


AE – Os filmes citados estão unidos em torno da família, mas diferem entre si. Qual é a explicação?

– Eu gosto de variar! Dizem que os grandes autores se repetem, ms eu detesto me repetir. Me ocorre de fazer um filme contra o anterior. Sei que não sou um diretor impessoal. Meus filmes têm autoria, mas nunca me preocupo em colocar minha assinatura, acima de tudo. O que me interessa são as histórias, os personagens.

AE – O que havia de tão atraente em “Potiche”?

– Em tom leve e divertido, este é um filme que me permite falar de tudo: do amor, da família, dos negócios, das diferenças entre mulheres e homens. Mas o que realmente me encantou foi a mudança da personagem. Catherine (Deneuve) evolui de esposa para administradora e política. Mostrar essa transformação foi estimulante. Catherine adorou o papel. E, sim, você tem razão. A mãe de família vira a mãe da França. Um papel ideal para ela, não?

AE – Deneuve reencontra Depardieu. São os dois grandes mitos do cinema francês. Não é intimidante? Afinal, nem precisam de direção...

– De onde você tirou essa ideia? Precisam até mais do que os novatos. Justamente por terem experiência e achar que sabem tudo, eles poderiam transformar as cenas num caos. O filme está na cabeça do diretor, não na dos atores. O que Catherine e Gerard me trazem é a persona deles, uma longa história que já está consolidada no inconsciente do público. E isso é precioso.

AE – Houve algum desafio particular em “Potiche”?

– A cena da discoteca. Gerard não é bom dançarino, está enorme. Mas a cena e fundamental. Não poderia abrir mão dela. No final, botei a câmera para dançar. Eles me deram o reencontro. Ficou muito bom.

AE – Você, como sempre, faz suas traquinagens? O final com o filho abre uma janela para a aceitação do homossexualismo...

– Shhhhhhhhhhhhhhh (faz gesto de silêncio). Não chame muito a atenção. Certas coisas ficam melhor secretas (e ri).


ATENÇÃO:

As fotos exibidas foram retiradas dos sites: grandesmensagens.com.br, dreamingarm.wordpress.com, af.rec.br e zeno.com.br.




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