17-01-2012 11:16:16

Os últimos soldados da guerra fria.

O terrorismo a serviço da ideologia ianque é permitido. Um livro muito bem elaborado, de extensa investigação.Documento histórico que não pode deixar de ser lido. De Fernando Morais. Brasil 2011. Cia das Letras, 412 págs.

Por Luis Fabiano Soares (Rio de Janeiro)

O autor descreve com minúcia e leveza coloquial a trajetória de alguns agentes de contra-inteligência enviados a Miami pelo governo cubano de Fidel Castro nos anos 90 para se infiltrarem em organizações anticastristas de extrema direita da Flórida de cunho explicitamente terrorista e golpista. Após uma pesquisa profunda, o jornalista brasileiro Fernando Morais, escritor de sucessos como “A Ilha”, “Olga”, “Chatô”, “O Mago”, entre outros, desta vez aponta sua mira em direção às tensas relações nada diplomáticas entre Estados Unidos e Cuba do pós revolução. Em uma leitura fácil, simples e direta, este livro desperta no leitor profundos questionamentos sobre o verdadeiro significado da palavra ‘democracia’ para os americanos e sua visão de mundo e coexistência. Em tempos de guerras múltiplas e multinacionais contra o terrorismo, os governos americanos se mostram bastante tolerantes quando se trata de atacar seus vizinhos cubanos.

"Qual organização internacional os EUA respeitam?"

 Fica no ar a pergunta. O que é liberdade? Como é ser um cidadão livre, civilizado? Quem é livre neste mundo organizado hierarquicamente por uma força dominante e imperialista chamada América? Qual a real eficácia e competência de organismos internacionais moderadores de diálogos diplomáticos no mundo contemporâneo pós segunda guerra? Qual organização internacional os EUA respeitam? Bem, sabemos que nenhuma, não é novidade. Porém choca a hipocrisia revelada pelas pesquisas do autor ao relatar a tolerância das autoridades americanas com inescrupulosos criminosos, muitos cubanos fugitivos da revolução, atuais cidadãos americanos, que se organizaram em Miami em diferentes associações, financiados por uma imensa rede de grupos conservadores dentro e fora dos EUA, com o propósito único de derrubar Fidel Castro e a revolução, à custa de toda sorte de violência, armadilhas, atentados terroristas a bomba, sabotagens armadas e etc. Com vistas grossas e sem julgamento algum, um grande número de gângsteres atuam impunes na Flórida e até hoje não descansam em busca de algo que seja capaz dar uma rasteira em Fidel Castro e tirá-lo do poder. Disparado na frente, considerado como o homem vivo que até hoje sofreu o maior número de tentativas de assassinato, mais de 600 catalogadas pela contra inteligência cubana, dados contados até 1994, Fidel resiste e contra atacou de variadas formas em diferentes situações durante a tensa relação de Cuba com os EUA. Usando de poucos recursos, agentes inteligentemente pinçados e infiltrados em solo americano, durante muitos anos, com suas informações, pouparam importantes vidas cubanas de atentados vindos de terra, mar e ar. Espionagem e contra espionagem. Cuba, a pedra no sapato do sonho americano. A revolução cubana e o ideal socialista liderado por Fidel. O quanto significa para todo cidadão do continente americano, a possibilidade de sonhar com um mundo diferente, com outros valores, ideais e conceitos éticos. Valores estes que representam uma pequena fresta ainda aberta nos corações e mentes das pessoas que sonham em um mundo mais igualitário. Os EUA temem e tentam de todas as formas impedir que seus cidadãos sonhem com um ideal socialista. Para manter a máquina capitalista girando vale tudo, até terrorismo. O terrorismo americano é gerado pela inveja ao vizinho dele poder sonhar. Um livro muito bem elaborado, de extensa investigação, tratada com a importância que o assunto merece. Mais que um grito de alerta deste escritor revelando a hipocrisia americana. Esta obra é um importante documento histórico que não pode deixar de ser lido e divulgado mundo afora.







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